Um primo do ministro Marco Buzzi, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), e uma vizinha dele em uma praia em Balneário Camboriú (SC) registraram declarações nesta segunda-feira (9) em cartório colocando em dúvida a acusação de importunação sexual feita por uma jovem de 18 anos contra o magistrado.
Ambos dizem que Buzzi tem limitações físicas e acreditam que isso o impediria de ter molestado a garota dentro mar.
Buzzi, 68, é investigado após a mulher ter dito que ele a levou para uma área isolada da praia, dentro do mar, e apertado o corpo contra o seu. Ela estava hospedada na casa do ministro num condomínio fechado, junto com os pais. O ministro nega a acusação.
O engenheiro civil Amauri Alberto Buzzi registrou a declaração num cartório em Blumenau (SC). Ele disse que tem um guarda-sol na praia do Estaleiro, local do suposto ato de importunação, e relatou que no dia 9 de janeiro, por volta do meio-dia, estava no local acompanhado de sua esposa, do primo ministro do STJ, da jovem e da mãe dela.
Ele relata que em determinado momento, ao voltar da água, cruzou com Marco Buzzi e a jovem, que caminhavam até o mar.
Segundo Amauri, ambos permaneceram na água por alguns minutos e depois saíram. Ele acrescentou que o primo é “deficiente físico e tem severas dificuldades de locomoção e que precisa de ajuda para sair do mar”.
Declarou também que não viu “nenhum sinal de constrangimento”, que a praia estava muito movimentada no dia e que não existe ponto que seja isolado. Disse ainda que após sair da água, a garota “caminhou tranquilamente até sua mãe, que se encontrava no guarda-sol”.
Outro relato, também registrado em um cartório de Blumenau nesta segunda (9), é de Fernanda de Meirelles Rossmark Schramm, que diz ter uma casa no mesmo condomínio de Marco Buzzi.
Ela afirma que não estava na praia no momento , mas sim na piscina do condomínio, e relatou ambiente de “normalidade e tranquilidade” após a ocorrência da suposta importunação.
“Em dado momento, quando [Fernanda] encontrava-se na área da piscina, acompanhada de diversas pessoas inclusive do senhor Marco Buzzi, a mãe da pessoa referida como ‘vítima’ deslocou-se da residência em direção à piscina, comunicando em voz alta que precisariam se retirar do local, em razão de a sogra ter sofrido um acidente ou passado mal, informando ainda que, por tal motivo, retornariam para a cidade de Curitiba”, relatou a vizinha.
A mãe da jovem disse depois que inventou o problema com a sogra como pretexto para deixar o local.
A vizinha repetiu o relato do primo do ministro, de que ele tem limitações motoras, e por isso disse achar estranho que pudesse ter cometido o ato dentro da água, tendo em vista a violência do mar na região.
“Embora não estivesse presente na praia durante os fatos investigados, estava no condomínio naquele dia e conhece o sr. Marco Buzzi, o qual apresenta limitações motoras aparentes nas pernas, circunstância que tornaria extremamente difícil a realização do esforço contínuo de natação exigido nas condições habituais do mar da referida praia”, diz ela em sua declaração ao cartório.
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