Aliados do vice-governador de São Paulo, Felicio Ramuth (PSD), têm dito que o vazamento da investigação na qual ele é um dos alvos em Andorra faz parte de uma estratégia para tirá-lo da vaga de companheiro de chapa de Tarcísio de Freitas (Republicanos) no próximo mandato. A ofensiva partiria de políticos da base do governador.
Ramuth tenta se manter no cargo para o próximo mandato, enquanto o deputado André do Prado (PL) conta com o empenho do presidente do PL, Valdemar Costa Neto, para herdar a vaga.
Além de Prado, Ramuth lida com a concorrência do próprio presidente do seu partido, Gilberto Kassab, que também aspira ao posto de vice.
Ramuth diz que a investigação faz parte de um processo administrativo e tornou-se pública no Brasil somente em razão de uma carta rogatória, no STJ (Superior Tribunal de Justiça), para que ele pudesse prestar depoimento.
O vice argumenta que, antes de entrar para vida pública, transferiu todas as suas participações em empresas para a sua esposa, Vanessa Piovesan Ramuth, inclusive a Visio, que é alvo de investigação.
Segundo ele, Vanessa é quem tem declarado os valores e a participação na empresa em seu Imposto de Renda.
Ele diz que por isso não declarou à Justiça Eleitoral nenhuma conta no exterior em seu nome nas eleições que disputou em 2022 (vice-governador) e em 2016 e 2020 (prefeito de São José dos Campos)
A investigação, conduzida pela Unidade de Inteligência Financeira de Andorra, aponta que contas vinculadas à Visio Corporation Ltd S.A., uma offshore no Panamá em nome de Vanessa, teria movimentado mais de US$ 1,6 milhão (cerca de R$ 8,3 milhões, na cotação atual) em uma conta no AndBank, banco sediado no país.
Ramuth afirmou, em nota na sexta-feira (20), que todos os esclarecimentos já foram prestados diretamente em Andorra, inclusive com a cópia do Imposto de Renda, comprovando origem.
“Não existe nenhuma acusação formal sobre minha esposa ou sobre mim, (mas) sim uma investigação que envolve o banco”, diz a nota enviada pelo vice. “Todos os recursos estão devidamente declarados e com todos os impostos pagos no Brasil, oriundos de atividades privadas, e depositados integralmente em período anterior (2009/2011) ao início da minha vida política.”
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