O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), afirmou a aliados do presidente Lula (PT) que analisará um possível pedido para anular a quebra de sigilo do filho do presidente Fábio Luís, o Lulinha, aprovada pela CPI do INSS, nesta quinta-feira (26).

Após a votação que autorizou a quebra, parlamentares da base do governo foram até a residência oficial de Alcolumbre para tentar invalidar a aprovação, alegando que houve fraude na contagem dos votos.

Diante disso, o presidente da Casa orientou que eles protocolassem formalmente a contestação, na Presidência do Senado, e anexassem todas as evidências que afirmam ter, como imagens, fotos e vídeos.

A partir disso, a Presidência irá analisar o material, com o apoio da Advocacia da Casa, da Polícia Legislativa e da Secretaria-Geral da Mesa, e irá deliberar com base no Regimento Interno do Senado.

Se Alcolumbre concordar com o pedido, todos os requerimentos aprovados na sessão serão considerados inválidos.

O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), que liderou a comitiva até Alcolumbre, chegou a afirmar que denunciaria o senador Carlos Viana (PSD-MG), que preside a comissão, no conselho de ética, pela condução da votação.

A quebra de sigilo de Lulinha foi aprovada em um pacote maior de requerimentos que foi votado de forma simbólica –ou seja, sem contagem de votos.

Nesse tipo de deliberação, o presidente do colegiado pede que os contrários aos requerimentos se manifestem e, se forem minoria, declara a matéria como aprovada.

Governistas afirmaram que tinham maioria na votação, mas não podiam pedir verificação do resultado–ou seja, uma nova votação em que os presentes se manifestam individualmente e os apoios são contados de forma eletrônica –porque uma verificação semelhante havia sido feita, a pedido da oposição, em votação realizada pouco antes.

Durante a sessão, alguns parlamentares entraram em confronto e precisaram ser separados. A confusão começou quando aliados do governo tentaram protestar na mesa diretora e a oposição reagiu.

O deputado Luiz Lima (Novo-RJ) alegou ter sido atingido por socos e o deputado Rogério Correia (PT-MG) afirmou que o acertou de maneira não intencional, ao ser empurrado, e lhe pediu desculpas.

Lulinha é alvo da CPI pelo suposto envolvimento com o lobista Antônio Camilo, conhecido como “Careca do INSS”, acusado de ter facilitado os descontos indevidos nas aposentadorias de beneficiários do INSS. O lobista teria ordenado um pagamento de R$ 300 mil a uma empresária que é amiga de Lulinha.


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