O deputado federal Glauber Braga (PSOL-RJ) critica a proposta de criação de uma federação do PSOL com o PT, iniciativa defendida pelo deputado licenciado e agora ministro Guilherme Boulos (Secretaria-Geral).
Em um vídeo, o psolista diz que eventual federação pode tirar a independência política do partido. Ele cita, por exemplo, a situação do Rio de Janeiro. Diz que, com a aliança entre Lula e o prefeito Eduardo Paes (PSD), numa eventual federação, o PSOL ficaria impedido de lançar candidato ao governo do estado.
“Federação é um bloco político de, no mínimo, quatro anos de duração. Isso dilui o partido programaticamente. Além disso, engessa, tira a independência política para fazer as lutas e determina aquilo que vai ser feito eleitoralmente”, afirma Braga.
A fala dele é uma resposta ao artigo escrito na Folha por Boulos e aliados, como a ministra dos povos indígenas, Sônia Guajajara (PSOL-MA) e a deputada federal, Erika Hilton (PSOL-SP).
A avaliação interna é que o “racha” provocado por causa de diferentes posicionamentos sobre a federação tem gerado um temor na militância.
Na semana passada, a vereadora Ingrid Sateré Mawé, de Florianópolis, se desligou da corrente de Boulos, que defende a federação, embora siga no partido. Nas redes sociais, afirmou que a prioridade dessa ala passou a ser uma “aproximação tática com Lula como caminho para viabilizar um projeto presidencial em 2030”.
Uma preocupação é não cumprir a cláusula de barreira —o patamar mínimo de votos ou deputados para que o partido tenham direito a cadeiras no parlamento.
A ala majoritária da legenda, no entanto, diz não temer a saída de parlamentares.
Como mostrou o Painel, a corrente que defende a federação com o PT afirma que é preciso mobilizar e unir a esquerda ou o PSOL perderá força.
A executiva nacional do PSOL vai bater o martelo em reunião marcada para o próximo sábado, (7).
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