Meta e Google foram consideradas culpadas da acusação de serem projetadas para viciar crianças, expondo as gigantes de tecnologia a possíveis penalidades em milhares de casos semelhantes movidos nos Estados Unidos.
As empresas terão de pagar US$ 3 milhões (R$ 15,72 milhões) em indenização compensatória à autora da ação, que alegou que o vício em redes sociais durante a infância prejudicou sua saúde mental. A vítima tem 20 anos de idade atualmente e foi identificada como KGM no julgamento.
O veredicto encerrou um julgamento de Los Angeles que durou nove dias e concluiu que as plataformas da Meta, como Instagram e Facebook, e o YouTube do Google foram negligentes e, portanto, responsáveis por danos causados a crianças.
A Meta, liderada pelo CEO Mark Zuckerberg, foi considerada responsável por 70% dos danos, enquanto o Google foi responsabilizado por 30%.
A dona do Facebook e WhatsApp contestou a sentença. “Respeitosamente discordamos do veredito e estamos avaliando nossas opções legais”, afirmou.
A Alphabet, controladora do Google, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
O caso abrirá precedente para uma enxurrada de processos semelhantes. Milhares de indivíduos, distritos escolares e procuradores-gerais estaduais entraram com ações similares contra plataformas de redes sociais, buscando indenizações e mudanças no design.
O veredicto é mais um golpe para a Meta depois que um júri no Novo México, na terça-feira (24), a considerou responsável por não proteger crianças de conteúdo sexualmente explícito, aliciamento e tráfico de pessoas.
A empresa foi condenada a pagar US$ 375 milhões em penalidades civis, mas também disse que recorreria da decisão.