De volta aos trabalhos após o Carnaval, a base do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) se mobiliza para a tramitação de um projeto de lei que promete reorganizar as carreiras dos professores da rede estadual.
O texto, de autoria do governado, foi enviado à Casa em dezembro. O líder do governo, Gilmaci Santos (Republicanos), trata o tema como principal desafio neste ano eleitoral.
O projeto deverá ser o último entre os mais polêmicos votados entre 2023 e 2025, como a privatização da Sabesp, o modelo de escola cívico-militar, a reestruturação da carreira da Polícia Militar e a PEC (proposta de Emenda à Constituição) do manejo de arrecadação da educação à saúde.
Os sindicatos da categoria têm reclamado que as mudanças retiram direitos dos professores. Principal entidade, a Apeoesp reuniu milhares de servidores em dois atos contra o projeto, realizados em dezembro de 2025 e janeiro deste ano.
Entre as queixas, eles apontam falta de transparência para quais critérios serão aplicados para avaliar os profissionais e, a partir destes resultados, valorizá-los ou puni-los com remoção compulsória.
O texto também altera a forma de contabilizar as faltas dos servidores. Por exemplo, se o professor faltar a duas aulas em uma mesma semana, será contabilizada a falta do dia todo ainda que ele tenha comparecido às demais aulas.
A Seduc (Secretaria de Educação), comandada por Renato Feder, defende o projeto como forma de valorizar os profissionais de maneira justa.
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