A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) começa a julgar nesta terça-feira (24) os acusados de mandar matar a vereadora Marielle Franco (PSOL). O ex-deputado Chiquinho Brazão, seu irmão Domingos Brazão, conselheiro do TCE-RJ (Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro), e o ex-chefe da Polícia Civil Rivaldo Barbosa são apontados como os responsáveis por planejar a morte da vereadora. Presos desde março de 2024, eles negam participação no crime.
Segundo a acusação da PGR (Procuradoria-Geral da República), Domingos e Chiquinho mandaram matar a vereadora para impedir que ela continuasse a prejudicar os interesses da família em práticas de grilagem de terras. Rivaldo teria sido consultado antes do crime e atrapalhado as investigações enquanto estava no comando da Polícia Civil.
Os réus questionam a delação de Ronnie Lessa, que embasa parte da acusação; eles dizem que o ex-policial militar, que confessou ter matado Marielle, mentiu para proteger um ex-vereador. A delação de Lessa foi fechada com a PF (Polícia Federal) e homologada por Alexandre de Moraes, relator do caso, pouco antes da conclusão das investigações.
O Café da Manhã desta terça-feira (24) trata do julgamento dos acusados de mandar matar Marielle Franco e Anderson Gomes. A vereadora no Rio de Janeiro Monica Benicio (PSOL), viúva de Marielle Franco, fala das expectativas para o resultado no STF. O jornalista e escritor Chico Otavio relembra os principais momentos da investigação e analisa o que deve pesar na avaliação dos ministros do Supremo. Ele é coautor, com Vera Araújo, do livro “Mataram Marielle” (Ed. Intrínseca).
O programa de áudio é publicado no Spotify, serviço de streaming parceiro da Folha na iniciativa e que é especializado em música, podcast e vídeo. É possível ouvir o episódio clicando acima. Para acessar no aplicativo, basta se cadastrar gratuitamente.
O Café da Manhã é publicado de segunda a sexta-feira, sempre no começo do dia. O episódio é apresentado pelos jornalistas Gabriela Mayer e Gustavo Simon, com produção de Daniel Castro, Gustavo Luiz e Laura Lewer. A edição de som é de Thomé Granemann.