O ministro da Educação, Camilo Santana, resolveu reagir aos números do Censo Escolar com o jogo do contente: “O número de matrículas na educação básica reduziu, perdemos um milhão de matrículas apenas no último ano. Mas isso não é um problema, é na verdade um bom sinal de que nosso sistema educacional está mais eficiente”.
“A queda de matrículas também está relacionada à diminuição da repetência. Os alunos estão repetindo menos e, com isso, a gente deixa de ter um inchaço no sistema educacional com alunos fora da série em que deveriam estar.”
O ministro elogiou sua gestão e chegou a criticar reportagens que mostravam a queda no número de matrículas.
Sumiram 1 milhão de matrículas, e o sistema melhorou. Quem acredita nisso ganha um fim de semana na Groenlândia. Alguns fatores citados por Santana são verdadeiros, pois a queda de matrículas na educação básica reflete um dado demográfico real. Havendo menos crianças, haverá menos matrículas.
Esse fator não explica a queda no ensino médio, onde o governo investiu mais de R$ 16,6 bilhões em 2025, com o programa Pé-de-Meia, concedendo ajudas a 4 milhões de jovens do ensino médio. As redes estaduais públicas, que concentram 80% dos alunos, perderam 428 mil matrículas entre 2024 e 2025. Já a rede privada teve uma pequena alta de 0,6%.
Santana perdeu uma oportunidade de discutir os resultados do Censo Escolar. Pena.
Lulinha, cara e coroa
Eremildo é um idiota e odeia CPIs. O que ele não consegue entender é que Lula dissociou-se de seu filho Fábio Luís, o Lulinha, por quaisquer ligações que ele pudesse ter com as malfeitorias contra os aposentados do INSS. Em dezembro do ano passado, ele foi claro: “Ninguém ficará livre. Se tiver filho meu metido nisso, será investigado”.
A bancada governista na CPI do INSS tentou ouvir Lulinha, mas foi impedida pelo voto da maioria da comissão. Na semana passada, quando os parlamentares quebraram o sigilo bancário de Lulinha, a bancada governista foi aos tapas.
Naquela altura, a Polícia Federal já havia pedido a quebra do sigilo ao Supremo Tribunal, e o ministro André Mendonça a havia concedido.
O cretino concluiu que os parlamentares governistas não acreditaram em Lula.
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