Figura histórica do PL pré-bolsonarista, o deputado federal Antônio Carlos Rodrigues (SP) decidiu sair do partido após quase três décadas. Ele vai se filiar ao Podemos para se candidatar a novo mandato na Câmara.
“Eu estou no mesmo lugar, quem mudou foi o PL. Saio pela porta da frente”, diz Rodrigues. O deputado sempre foi próximo de Lula e do PT, o que aos poucos foi minando seu espaço no PL, especialmente depois de a legenda ter abrigado o ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados, no começo desta década.
O parlamentar chegou a ser ministro dos Transportes no governo Dilma Rousseff e foi suplente de senador de Marta Suplicy (PT).
Rodrigues conta 27 anos de filiação, mas diz que sua ligação com o PL vem dos anos 80, quando a legenda foi criada pelo ex-deputado Álvaro Valle (1934-2000).
A gota d´água para sua relação com o partido ruir veio no ano passado, quando ele defendeu o ministro Alexandre de Moraes, do STF, inimigo mortal do bolsonarismo.
Chegou a ser ameaçado de expulsão pelo presidente do PL, Valdemar Costa Neto, que depois recuou. Mesmo assim, o desgaste foi inevitável e ele entrou na Justiça Eleitoral pedindo aval para deixar a legenda, pleito ainda sem decisão. Se não conseguir autorização, vai aproveitar a janela partidária que se abre no começo de março.
A opção pelo Podemos, diz Rodrigues, ocorreu por ser uma legenda de centro. Ele diz que negociou que seguirá votando a favor de projetos do governo nos quais acreditar. “Terei liberdade para aprovar as boas decisões”, afirma.
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