O Google anunciou uma atualização no Discover, feed de recomendações disponível em celulares Android e aplicativos da empresa como o Chrome, com o objetivo de oferecer aos usuários conteúdos mais relevantes e aprofundados e menos sensacionalistas.

A mudança, anunciada neste mês no blog Google Search Central, altera os sistemas que selecionam e exibem artigos na lista. Segundo a empresa, testes internos indicam que usuários consideraram a experiência mais útil e valiosa após as modificações.

Entre os principais ajustes, o Google afirma que passará a mostrar mais conteúdo local, priorizando sites baseados no país do usuário. Também vai reduzir materiais considerados sensacionalistas ou “clickbait” (caça-cliques) e destacar reportagens originais, aprofundadas e publicadas por veículos com expertise reconhecida em determinados temas.

“Como muitos sites demonstram ter conhecimento profundo sobre uma variedade de assuntos, nossos sistemas são desenhados para identificar a expertise caso a caso”, disse a empresa. Isso significa que veículos com boa reputação em determinados assuntos terão mais chance de ser recomendados no feed.

Segundo o Google, um site pode ser considerado autoridade em uma área como jardinagem ou economia mesmo que publique sobre diversos temas. Já conteúdos isolados, fora do foco editorial, tendem a ter menos visibilidade, como um site sobre cinema que publique um único artigo sobre gastronomia.

O Discover, no entanto, continuará exibindo artigos que conversem com as preferências do usuário.

A atualização começou a ser liberada para usuários em inglês nos Estados Unidos e deve chegar gradualmente a outros países e idiomas nos próximos meses. Ainda não há previsão para o Brasil, segundo a empresa.

Como ocorre em mudanças desse tipo, o Google afirma que é esperado haver oscilações no tráfego, portanto alguns sites podem registrar ganhos, outros perdas, e muitos não devem notar diferença relevante.

A mudança ocorre no momento em que o setor de notícias acompanha os impactos das transformações na busca da internet e na distribuição de conteúdo com a ascensão de recursos de inteligência artificial.

Levantamentos recentes apontam que recursos baseados em inteligência artificial, como respostas automáticas exibidas diretamente na página do Google, têm reduzido o volume de cliques em links de veículos jornalísticos, fenômeno conhecido como “zero clique”.

Segundo o estudo, na ausência das respostas de IA, o link que era o primeiro resultado em uma busca tinha a taxa de clique de 21,4%. Com o AI Overviews, a taxa cai para 8,93%.

O Google sustenta que, apesar das mudanças, o volume total de cliques orgânicos se mantém relativamente estável e a qualidade das visitas, medida pelo tempo de permanência nas páginas, aumentou após o lançamento de recursos de IA.

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