14 parlamentares governistas protocolaram na presidência do Congresso Nacional um recurso que pede a anulação da sessão da CPMI do INSS que quebrou os sigilos do Lulinha, filho do presidente Lula.
Além disso, eles pedem a abertura de um processo por quebra de decoro no Conselho de Ética da casa para apurar a conduta do presidente do colegiado, senador Carlos Viana (Podemos-MG).
O pedido é assinado pelos 14 deputados e senadores que votaram contra o requerimento na comissão. E fala em “nítida parcialidade na condução dos trabalhos”.
O pedido lembra que a maioria dos presentes era governista e que isso “reforça a conclusão de que houve erro flagrante — ou distorção deliberada — na proclamação do resultado da votação simbólica”, diz o documento.
Como prova, o pedido anexa uma foto do momento em que os 14 governistas ficavam de pé para rejeitar o requerimento. A sessão acabou em confusão.
Os parlamentares ainda acusam o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG) de atuar de modo “incompatível com o decoro parlamentar” e dizem que ele “abusa das prerrogativas constitucionais”.
Viana é acusado de desempenhar “de forma acerba e antidemocrática a função de presidente de Comissão Parlamentar de Inquérito”.
Após a confusão na sessão da CPMI, o líder do governo no Congresso Nacional, senador Randolfe Rodrigues (PT-AP), disse que não há problemas em investigar Lulinha, mas que a investigação não pode ser seletiva.
“O que assistimos hoje na CPMI foi, no minimo, uma jogada sorrateira dos parlamentares de oposição para proteger os seus aliados criminosos”, afirmou.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), disse a aliados que vai analisar o pedido de anulação.
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