O governo Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não se envolver diretamente na eleição para novo ministro do TCU (Tribunal de Contas da União), que deve ser realizada nas próximas semanas. A vaga foi aberta com a aposentadoria na última quarta-feira (25) do ministro Aroldo Cedraz.
A decisão do Planalto é justificada oficialmente pelo fato de o tema ser interno do Legislativo. Mas a distância também ajuda na candidatura do deputado federal Odair Cunha (PT-MG), que vem procurando desvincular seu pleito da gestão Lula.
O petista apresenta sua candidatura como uma frente que inclui diversos partidos, e não apenas os vinculados mais diretamente a Lula. Ele diz ter apoios também em legendas de centro, como MDB, e até em partidos que tendem para o bolsonarismo, como PP e Republicanos.
Cunha ainda tem mirado no PSDB e no Podemos. Aliados afirmam que até o momento ele tem apoio em bancadas que somam 294 parlamentares. Nem todos votarão nele, no entanto, até porque a eleição é secreta.
O petista tem afirmado também que outros candidatos que já se apresentaram –Hugo Leal (PSD-RJ), Danilo Forte (União-CE) e Elmar Nascimento (União-BA)– também são de partidos que têm cargos no governo. O único opositor declarado é Hélio Lopes (PL-RJ).
Já os adversários buscam caracterizar a postulação de Cunha como uma candidatura do governo. O petista rebate e afirma que terá um papel institucional caso seja ministro do TCU, e não alinhado ao governo Lula.
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