O líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), afirmou nesta quarta-feira (4) que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está “tranquilo” e vê o processo no STM (Superior Tribunal Militar) que pode levar à perda de sua patente como “lateral”, apesar existir um “sentimento de injustiça”.

“Tudo isso na verdade é parte de um processo de tentar não apenas aprisionar, encarcerar, mas inclusive impedir que se tenha o resgate profissional, uma condição profissional que ele historicamente sempre teve como capitão do Exército”, afirmou o congressista.

“Então, ele [Bolsonaro] não está conversando a respeito desse tema, nós sabemos que todas essas injustiças poderão e deverão ser reparadas após as eleições, quando formos vitoriosos e o indulto for proferido para o conjunto, para aqueles que estão certos”, completou.

Marinho deu as declarações em entrevista a jornalistas depois de visitar Bolsonaro na Papudinha, batalhão da Polícia Militar ao lado do Complexo Penitenciário da Papuda. O ex-presidente cumpre pena de 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

Jair Bolsonaro completa 6 meses preso nesta quarta (4). Como mostrou a Folha, a defesa tenta que ele retorne à prisão domiciliar, perdida após o ex-presidente violar sua tornozeleira eletrônica com um ferro de solda em novembro passado.

Nesta terça (3), o STM recebeu as representações de perda de patente de Bolsonaro e dos generais da reserva Augusto Heleno, Walter Braga Netto e Paulo Sérgio Nogueira e do almirante Almir Garnier. Os cinco foram condenados no núcleo crucial da trama golpista.

A avaliação, segundo apurou a Folha, é de que Bolsonaro seja condenado no caso. O Ministério Público Militar apontou, ao defender a perda da patente, descaso do ex-presidente “com os preceitos éticos mais básicos” da ética militar.

Rogério Marinho, que desistiu da candidatura ao governo do Rio Grande do Norte para coordenar a campanha do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao Planalto, também negou que será vice na chapa presidencial com o filho do ex-presidente. “Com certeza, não serei eu”, disse.

Segundo o líder da oposição no Senado, a ideia é atrair outros partidos para embarcar na candidatura de Flávio. Ele não citou nomes de um possível vice.

“Eu faço parte do mesmo partido do senador Flávio, sou do PL e a ideia é termos a possibilidade de atrairmos outros partidos. Isso vai ser tratado ao longo dos próximos meses, para começarmos com o maior número de integrantes, para termos o maior tempo de televisão”, declarou.

Apesar de o centrão ter aceitado que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), não disputará o Planalto na tentativa de impedir a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o grupo ainda não declarou apoio formal a Flávio.


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