A bancada de oposição na CPMI do INSS enxerga na quebra do sigilo bancário de Fábio Luis, filho do presidente Lula, a senha para forçar a prorrogação da comissão.
“Com essa quantidade de dados que receberemos, é humanamente impossível terminar a investigação em um mês”, diz o senador Eduardo Girão (Novo-CE). “A prorrogação é necessária para dar transparência a esse tema, que é uma exigência do país hoje”, afirma.
A prorrogação ou não da comissão virou uma batalha entre governo e oposição. Os oposicionistas querem a extensão por no mínimo 60 dias. Com isso, a CPMI, que termina no final de março, iria até o final de maio, às portas da campanha eleitoral. Mas há pedidos de que o prazo seja prorrogado ainda mais, por 90 e até 120 dias.
A oposição viu a aprovação da quebra de sigilo como um ponto de inflexão numa comissão em que vinha sendo derrotada, e quer aproveitar o bom momento.
O requerimento foi aprovado nesta quinta-feira (26) numa sessão tumultuada, que teve cenas de agressão entre governo e oposição.
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