O PL rompeu com o governador Ibaneis Rocha (MDB) e propôs, nesta terça-feira (10), uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Câmara Legislativa do Distrito Federal para investigar a fraude do Banco Master, que envolve o BRB (Banco de Brasília). Em 2022, o emedebista apoiou o ex-presidente Jair Bolsonaro, mas deve ficar sem espaço na chapa bolsonarista este ano.
A pressão pela criação da CPI ocorre após notícia de um contrato entre o escritório de advocacia de Ibaneis Rocha com um fundo da Reag Investimentos, investigada no contexto das fraudes do Master. Dessa forma, o governador é considerado o principal alvo do pedido de investigação no Legislativo do DF.
A decisão do rompimento foi tomada pela presidente do PL no Distrito Federal, a deputada Bia Kicis, junto com o deputado federal Alberto Fraga e os deputados distritais Joaquim Roriz, Thiago Manzoni, e Roosevelt Vilela.
“Não dá mais para esperar. Quando aparecem indícios graves de desvio de recursos, temos obrigação de agir. CPI é instrumento de fiscalização, e esta se tornou inevitável”, afirmou Bia Kicis.
Com o rompimento, o PL fica mais próximo de anunciar sua chapa majoritária para as eleições deste ano. A ideia no partido é apoiar a atual vice-governadora, Celina Leão (PP), para concorrer ao governo do DF. Bia Kicis e a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro concorreriam ao Senado.
O PL já estudava rifar Ibaneis na eleição. Dessa forma, a crise envolvendo a tentativa de compra do Master pelo BRB deu munição à ala bolsonarista que não pretendia dar espaço ao atual governador, que também estudava candidatura ao Senado.
A crise entre o bolsonarismo e Ibaneis escalou na última semana, quando a Câmara Legislativa votou uma autorização para o GDF (Governo do Distrito Federal) a fazer um aporte no BRB, visando cobrir prejuízos relacionados às operações com o Master.