O STF (Supremo Tribunal Federal) julga, nesta quarta-feira (25), as liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes que suspenderam o pagamento de penduricalhos salariais para o funcionalismo público.
Como mostrou a Folha, a tendência é de que o plenário confirme as decisões, embora possa haver ressalvas pontuais. Também há a expectativa de que a corte debata a regra de transição acordada nesta terça (24) com a cúpula do Congresso Nacional.
Na decisão de Dino, é determinado ao Congresso a edição de uma lei que discipline o pagamento de penduricalhos e ordena que os chefes dos Poderes e do órgãos autônomos detalhem as verbas pagas fora do teto aos seus servidores. O prazo fixado foi de 60 dias.
Os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União-AP), sinalizaram a ministros do STF que esse prazo é praticamente inexequível. Esse ponto pode ser discutido na sessão de julgamento.
O plenário também vai decidir se referenda ou não uma decisão complementar proferida por Dino que proíbe a criação de novas leis que permitam ou legalizem o pagamento de penduricalhos.
Em outra frente, o ministro Gilmar Mendes suspendeu, nesta segunda (23), as verbas indenizatórias extrateto instituídas por leis estaduais para membros do Judiciário e do Ministério Público.
O julgamento é visto por ministros do STF como uma oportunidade de acenar à sociedade —que costuma ser crítica aos penduricalhos— e recompor, pelo menos em parte, a imagem da corte, desgastada pelas repercussões do inquérito sobre o Banco Master.
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